Expedição na Amazônia

 

Cerca de 500 mil indígenas vivem em áreas rurais e florestas no Brasil. São locais de difícil acesso e que sofrem com a escassez de serviços de saúde. Há 13 anos, comunidades indígenas recebem uma importante visita: o Expedicionários da Saúde leva médicos voluntários para atendimento gratuito e especializado a locais remotos da Amazônia.

“Para se fazer um Expedição são necessários três meses de preparo com reuniões com as instituições locais para pedir apoio e principalmente com as lideranças indígenas. Somos muito bem recebidos”, ressalta Marcia Abdala, Coordenadora Geral do EDS.

São três expedições por ano com tecnologia de ponta para realização de cirurgias e orientação pré e pós operatórios, além de atendimento clínico, pediátrico, ginecológico, oftalmológico, ortopédico, odontológico e treinamento dos profissionais de saúde local. A última expedição tratou especificamente do tracoma, doença que acomete principalmente as populações indígenas da etnia Hupdas, que são mais vulneráveis a ela devido a situação de extrema pobreza em que se encontram. Ao longo dos anos e sem tratamento, a doença pode levar a cegueira irreversível.

“Precisam muito desses serviços médicos, se não fôssemos nós a irmos até eles dificilmente teriam sido atendidos nos grandes centros”, acrescenta Marcia. Na Expedição, os números são marcantes. Em 2016, foram realizadas 664 cirurgias, 3.742 atendimentos e 8.508 exames e procedimentos. Na última, realizada em novembro passado, foram realizadas um total de 68 cirurgias de pálpebras, beneficiando 34 pacientes.

Veja abaixo o EDS em ação na sua última expedição: