As ações comunitárias no enfrentamento à pandemia do coronavírus

O Brasil é um país com uma profunda desigualdade social – o 9º entre 189 nações. E neste momento, com a pandemia do coronavírus, esta desigualdade está sendo evidenciada de muitas formas. Grande parte da população não tem condições de se prevenir da disseminação do COVID-19 por diversos fatores. Além
disso, os danos econômicos em decorrência das medidas de combate ao novo coronavírus, que já estão sendo sentidos, vão se acentuar.

No Brasil, são 11,4 milhões de pessoas morando em favelas (IBGE), que possuem um alto índice de trabalhadores informais e desempregados. O sudeste concentra a maioria dos domicílios localizados dentro de favelas, com maiores incidências em São Paulo e no Rio de Janeiro, estados que concentram também a maior parte dos casos de coronavírus. Nas áreas mais pobres, falta de acesso à água, saneamento básico e até itens de higiene básica, a alta densidade populacional, condições precárias de moradia, poucos equipamentos de saúde, necessidade de sair de casa a qualquer custo para garantir o sustento da família são algumas das condições que trazem preocupação frente à rápida propagação e contaminação e aos danos que o vírus pode causar.

O protagonismo comunitário toma força e se manifesta como uma ferramenta vital para o enfrentamento ao coronavírus. Moradores, lideranças e iniciativas locais, que já atuam nas comunidades, agiram imediatamente e estão exercendo um papel crucial para que muitas famílias atravessem esse momento em segurança. As próprias comunidades estão unidas para levar informações e ajuda: cestas básicas, materiais de higiene, orientações e esclarecimentos sobre prevenção com carros de som, cartazes e faixas, além das mobilizações que buscam garantir um plano de ação das esferas governamentais para esses territórios.

Marginal

 

O Coletivo Marginal é formado por jovens e atua pelo fortalecimento do território através de formação política, desenvolvimento local e comunicação crítica na Cidade de Deus, Rio de Janeiro. Neste momento está orientando e distribuindo cestas básicas e produtos de higiene para famílias locais.

 

O Instituto MandaVer oferece atividades culturais e esportivas para crianças e adolescentes possibilitando novas perspectivas de futuro em Vergel do Lago, um dos bairros mais populosos e vulneráveis de Maceió. Está, neste momento, ajudando famílias de favelas da região com cestas básicas e itens de higiene.

O Instituto Constelação atende crianças que vivem em situação de extrema pobreza nas áreas de saúde, educação, esportes e lazer, além de realizar acompanhamento familiar em Recife, Pernambuco. Neste momento estão ajudando famílias com cestas básicas e bloco de atividades para as crianças.

Voz das Comunidades é um jornal comunitário que dá visibilidade às questões sociais do Complexo do Alemão. Estão, neste momento, fazendo cobertura jornalística sobre a pandemia, informando moradores do Complexo do Alemão e apoiando famílias locais com cestas básicas e produtos de higiene.

IPEDi

 

 

O IPEDI usa a educação para fortalecer a identidade de comunidades indígenas e ribeirinhas de Miranda, Mato Grosso do Sul. E neste momento está viabilizando canais de comunicação e disseminando informações para comunidades indígenas terena.

 

 

 

 

 

O Coletivo Papo Reto atua pela defesa dos direitos humanos e segurança dos moradores do Complexo do Alemão, Rio de Janeiro. Neste momento está orientando e distribuindo cestas básicas e produtos de higiene para famílias locais.

A Uneafro está em 31 bairros periféricos do RJ e SP e atua preparando jovens e adultos de periferias para o ingresso no ensino superior. Neste momento estãocolaborando com famílias desses territórios viabilizando cestas básicas e produtos de limpeza.

O Moinho Cultural oferece formação integral para crianças, com oficinas de dança, música, canto, reforço escolar, aprendizagem de idiomas, além de acompanhamento psicossocial para toda a família. Neste momento estão se dedicando a oferecer aulas on-line para os alunos.